Foi um duo de folk psicodélico, formado pelos irmãos Dimitri e Negrende Arbo.
Eles fizeram parte do cenário folk gaúcho que se iniciou no final dos anos 1970, com grupos como Os Tápes, Almôndegas, Utopia e Grupo Terra Viva, e se extendeu aos anos 1980, com grupos como Tambo do Bando e Couro, Cordas e Cantos.
Quintal de Clorofila é um dos poucos que chegaram a gravar um álbum, lançado pelo selo independente Bobby Som em 1983.
Para esse LP, o grupo gravou composições próprias com letras do irmão deles, o poeta Antonio Calos Arbo. Nas palavras do próprio Dimitri Arbo, o som deles misturava jazz, rock, música medieval e ritmos africanos orientais e latinos, no que ele chama "Rock Viking".
Com certeza é uma musica complexa, com uma tremenda profundidade e inspiracão abundante, o que se evidencia ao longo de todas as faixas bastante atmosféricas do álbum.
Ensaios sobre música, literatura, filosofia, política e sociedade. Pós-modernidade, meio ambiente e organizações civis
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Wallerstein: um arauto do movimento anti-globalização
Immanuel Maurice Wallerstein (Nova Iorque, 28 de Setembro de 1930) é um sociólogo estadunidense, mais conhecido pela sua contribuição fundadora para a teoria do sistema-mundo. Seus comentários bimensais sobre questões globais são distribuídos pela Agence Global para publicações como Le Monde diplomatique e The Nation. No Brasil, seus artigos são publicados na revista Fórum.
A sua crítica do capitalismo global e o apoio aos movimentos anti-sistêmicos espalharam a sua fama para lá do mundo acadêmico e tornaram-no um arauto do movimento anti-globalização, à imagem de Noam Chomsky ou Pierre Bourdieu.
Wallerstein recusou a noção de Terceiro Mundo, argumentando que existia apenas um mundo articulado por uma complexo sistema de trocas econômicas — uma economia mundial ou sistema mundial — caracterizado pela dicotomia entre capital e trabalho e a acumulação de capital entre agentes em concorrência (nomeadamente os Estados-nação), num equilíbrio sempre ameaçado por fricções internas. Esta abordagem constitui a teoria do sistema mundial.
Ele identifica a origem do sistema mundial moderno na Europa e América do século XVI. Uma ligeira superioridade de acumulação de capital no Reino Unido e França, devida a circunstâncias políticas internas no final do feudalismo, desencadeou um processo de expansão que culminou no sistema global de trocas econômicas atualmente existente. No século XIX, praticamente todos os territórios do planeta haviam sido incorporados na economia mundial capitalista.
O sistema mundial capitalista é muito heterogêneo em termos culturais, políticos e econômicos, abarcando grandes diferenças de desenvolvimento civilizacional, acumulação de capital e poder político. Ao contrário de teorias positivistas da modernização e desenvolvimento capitalista, Wallerstein não atribui estas diferenças a um atraso de certas regiões face a outras, que a própria dinâmica do sistema tenderia a apagar, mas à própria natureza do sistema mundial. Ao sistema mundial é inerente uma divisão entre centro, periferia e semiperiferia, em função da divisão do trabalho entre as regiões.
O centro é a área de grande desenvolvimento tecnológico que produz produtos complexos; a periferia é a área que fornece matérias-primas, produtos agrícolas e força de trabalho barata para o centro. A troca econômica entre periferia e centro é desigual: a periferia tem de vender barato os seus produtos enquanto compra caro os produtos do centro, e essa situação tende a reproduzir-se de forma automática, quase determinista, embora seja também dinâmica e mude historicamente. A semiperiferia é uma região de desenvolvimento, intermédio que funciona como um centro para a periferia e uma periferia para o centro. Em finais do séc. XX incluiria regiões como o a Europa Oriental, o Brasil ou a China. Regiões centrais e periféricas podem coexistir em espaços muito próximos.
Uma consequência da expansão do sistema mundial é a contínua "mercadorização" das coisas, incluindo o trabalho humano. Recursos naturais, terra, trabalho, relações sociais são gradualmente espoliados do seu valor intrínseco e transformadas em mercadorias cujo valor de troca é determinado no mercado.
A sua abordagem analítica, a par das de teóricos análogos como André Gunder Frank, Theotonio dos Santos, Terence Hopkins, Samir Amin ou Giovanni Arrighi tiveram um impacto e implantação académica consideráveis.
Em Portugal, por exemplo, a escola ligada ao sociólogo Boaventura de Sousa Santos baseou a sua caracterização da sociedade portuguesa, a teoria da semiperiferia, diretamente na teoria do sistema mundial. No Brasil, há inclusive um núcleo de pesquisa especialmente dedicado a essa abordagem científica, o Grupo de Pesquisa em Economia Política dos Sistemas-Mundo, sediado no Departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina.
Música de Bolso, música para ver e vídeos para ouvir
Música de Bolso é um projeto audiovisual que faz música para ver e vídeos para ouvir. Que quer produzir uma apresentação "ao vivo" onde ela provavelmente não aconteceria - ou, se acontecesse, onde não haveria uma câmera para registrá-la. Que quer a descontração e o acaso. Que não quer ser um clipe e quer, antes, simplificar e dinamizar a experiência do vídeo musical. Que se finca aqui, mas que se expande por blogs, sites de relacionamento, portais de exibição de vídeo e tudo o mais que possa ser visível e interativo e que nos propicie vias de múltiplas direções. Que quer a diversão. Que quer muito, enfim.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Software de notação musical libera toda a sua criatividade
O Finale é uma ferramenta musical sem precedentes, com um conjunto robusto de ferramentas, opções ilimitadas e controle total sobre a partitura. Com muito mais poder e velocidade do que nunca, esta nova versão oferece possibilidades de composição, arranjo, reprodução, gravação e impressão de partituras.
Este software de notação musical libera toda a sua criatividade, pois inclui ferramentas revolucionárias para ensinar os alunos de música como criar, avaliar e formar suas idéias nas composições, arranjos e músicas.
Finale é o melhor do mercado, usado abragentemente por publicitários como Hal Leonard, escolas de prestígio como Juliard e o Berklee College of Music, além de organizações artísticas internacionais como a Metropolitan Opera e Jazz at Lincoln Center.
Oferece inúmeras ferramentas para confecção e impressão de partituras, com total flexibilidade na hora de formatar, além de perfeito realismo na execução do playback, com timbres que ano após anos se aproximam mais de instrumentos reais, todos sampleados da Garritan Personal Orchestra.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A criatividade jurídica pode alargar as fronteiras da democracia
No correr da história, parece que o direito tem relegado o contexto social em suas diretrizes, deixando-se influenciar por forças políticas no sentido stricto sensu (de poder). A democracia representativa com suas falácias, como a corrupção, o plebiscito e referendo em que o cidadão acredita estar agindo diretamente, mas, ao contrário, age somente nos padrões designados pelo Congresso ou elites, e o capitalismo, aliado à globalização, tem acentuado esse processo de distanciamento entre povo e direito.
O contexto social já foi mais desprezado pelas elites brasileiras. Com a restauração da democracia, ainda que “de baixa intensidade” (Boaventura de Sousa Santos), há uma pressão maior, embora menos intensa do que deveria ser, para a integração social dos deserdados e das minorias. A democracia representativa precisa ser alargada em direção a uma democracia mais participativa. Este não é um problema particularmente brasileiro, mas universal. Todas as modificações no sentido da inclusão social sempre foram obtidas por meio de lutas. A esse respeito, os estudantes de direito e os juristas têm uma grande responsabilidade, pois conhecem melhor do que outros a ordem jurídica vigente, suas lacunas e deficiências e suas possibilidades de modificação. A profissão jurídica precisa ser criativa para que possa contribuir para a melhoria do relacionamento social e, do ponto de vista ecológico, trabalhar pela preservação do planeta – nossa casa comum.
Trabalha em sentido contrário, precisando ser energicamente combatida, a globalização neoliberal. A globalização é em si uma tendência natural das faculdades e realizações humanas. O que não é natural e é ideológico no sentido de falseamento da realidade é a globalização atual, que luta por desconstruir os direitos fundamentais sociais, dizendo que realiza a modernidade, quando, de fato, quer voltar ao velho esquema liberal do século XIX.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Artista urbano Tinho mostra seus trabalhos na Kosii
Desde o ano passado, a nova loja da grife de roupas femininas Kosii abriga uma galeria cuja proposta é expor trabalhos de artistas consagrados. Sempre de olho nas tendências do mercado, a marca criativa Zupi ficou a cargo da curadoria, convidando para expor no local um pioneiro da arte urbana brasileira: Walter Tada Nomura, o Tinho.
Integrante da Famiglia Baglione, grupo que atua no cenário artístico urbano do mundo inteiro, participando de exibições e eventos em metrópoles como Londres e Nova York, Tinho desenvolve trabalhos de grande apelo visual que abordam questões polêmicas como as desigualdades sócio-econômicas e a discriminação social, revelando uma visão crítica de mundo a partir de tinta óleo, spray e colagens.
Durante o mês de fevereiro, as paredes da Kosii serão estampadas por cinco obras criadas pelo artista. Todas elas estarão à venda.
A cada mês, um artista será selecionado pela Zupi para expor seu trabalho na galeria, que em janeiro expôs as obras de Catarina Gushiken. Outras surpresas estão reservadas para este ano.
A loja da badalada marca Kosii fica na Rua Peixoto Gomide, nº 1789, Jardins.
Integrante da Famiglia Baglione, grupo que atua no cenário artístico urbano do mundo inteiro, participando de exibições e eventos em metrópoles como Londres e Nova York, Tinho desenvolve trabalhos de grande apelo visual que abordam questões polêmicas como as desigualdades sócio-econômicas e a discriminação social, revelando uma visão crítica de mundo a partir de tinta óleo, spray e colagens.
Durante o mês de fevereiro, as paredes da Kosii serão estampadas por cinco obras criadas pelo artista. Todas elas estarão à venda.
A cada mês, um artista será selecionado pela Zupi para expor seu trabalho na galeria, que em janeiro expôs as obras de Catarina Gushiken. Outras surpresas estão reservadas para este ano.
A loja da badalada marca Kosii fica na Rua Peixoto Gomide, nº 1789, Jardins.
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